quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Sozinha


Eu estou aqui novamente parada no mesmo lugar
olhando sem rumo e sabendo que não vai mais voltar
sentimentos perdidos , caminhando numa rua vazia
quanto mais distante de ti minha alma esfria.

Sozinha eu me desfaço e a chuva vem me abafar
diminuindo o choro e também o soluçar  ,
amor foi um erro uma completa loucura
mas mesmo sendo inconstante sempre me mantinha segura.

Eu não tenho mais você para curar a minha ferida 
para mostrar as pequenas alegrias da vida
e talvez contigo eu tenha assim criado um defeito 
não consigo me acostumar a viver de outro jeito.

A noite chega e muda as expressões 
 eu tenho que transformar sentimentos em ações 
eu sei que vai doer mas é preciso com esse jogo acabar
não é justo meu coração continuar a se machucar.

Olhei nos seus olhos ao fazer minha despedida
 te via sofrer mas você sabia que não tínhamos saída
e uma parte de mim ficou ali presa naquele olhar
para ser carregada por ti quando ao seu lado eu não acordar.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

Humanidade



Eu já acredite na ingenuidade na inocência humana
já fui crédulo dessa existência profana ,
caminhava sob pensamentos de um mundo irreal
enganado por mim mesmo num falso ideal.

Ele rouba e  destrói  mata sem hesitar
da valor ao dinheiro como se fosse seu Deus a amar
ameça seu semelhante com crueldade desmedida
sem dar valor a beleza a sua volta segue com a vida.

O amor humano muda a cada dia, nos torna tristes
e assim faz nossas almas vazias e infelizes
não para pra sorrir tão pouco pra agradecer
sofre por seus maus hábitos e por eles vai padecer.

E para um anjo que ainda se mostra talvez fraco suficiente
entre eles eu ainda me mostro presente ,
assistindo enquanto eles tanto mentem 
vejo a doença do mundo plantando sua semente.  

Sou descrente de sonhos , mas curioso sobre sua evolução
talvez  seja o humano capaz de salvação ,
não que eu confie nele mas todos tem sua fé
e a minha é que a humanidade descubra o verdadeiro amor ,
para se manter de pé .

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel


Um sonho


Abri meus olhos e pude finalmente ver
foi tudo um sonho destinado a desaparecer
a beleza irreal formada de uma ilusão
um delírio formado por meu coração.

Quase sentia que podia te tocar
e o aroma de maresia respirar ,
a miragem mais bela da felicidade
coberta por um manto longe da realidade.

Conversávamos sem  uma palavra pronunciar
sentindo oque  esse encontro tinha a nos ofertar.
como um anjo singelo você me permita a fantasia
de passar contigo todos os segundos do dia.

Eu me sentia mais livre era a mentira perfeita 
a segurança de que fazíamos tudo de maneira direita
era a sua coragem que nos fazia seguir 
e o meu amor que não te permitia partir 

Se ao menos fosse possível aquele sonho retornar 
 eu  não me importaria em de novo te encontrar
estava dormindo no paraíso prometido por Deus
onde encontrei o amor, mas acordei para dar o adeus.


Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel