sexta-feira, 30 de março de 2018

Seria a saudade a desgraça humana ?


Seria a saudade a desgraça humana ?
ter como fim aquilo que se ama e não pode ter,
induzir a nossa mente a condição mais insana,
apenas para da emoção mais tarde perecer.

Eu já ouvi que paixão tem como raiz a dor
e quando digo isso não é apenas etimologia ,
todos sabemos que é um sentimento avassalador,
que nos consome mais que o corpo e que qualquer energia.

Tudo que foge ao nosso controle é tão puro
que por isso sonhos são mensagens inconscientes,
esperamos não haver luz para admitir o medo do escuro
esperamos até fechar os olhos para admitir as coisas pra gente.  

Autora :Samanta Aparecida Zubinha Maciel 

quinta-feira, 29 de março de 2018

O azul dele



Quando eu o conheci ainda não sabia o que era amor
não entendia essas borboletas de que falavam,
para mim talvez tudo passasse de apenas um mito ou rumor
mas para entender a vida eu tinha que entender a emoção que todos buscavam.

Eu pesquisei e falhei miseravelmente em minha intensão

"Não se pode entender sentimentos através de livros" disse ele rindo,
e eu não pude discordar de seus fatos, pois ele me fez abortar a missão
saindo de casa com ele senti que um novo mundo estava se abrindo.

Ouve então festas em que ele me ensinou a beber

e momentos em que tudo que fazia era minhas duvidas escutar,
sentados num tapete velho as vezes nem tínhamos o que debater
mas ouvir o silencio do outro não é algo que pensávamos incomodar.

Eu o reconfortava, ele não recorria mais ao desespero

afagando os fios grossos e sedosos eu lhe trazia a calma, 
era estranho mais em algum momento tudo evoluiu para além do zelo
cuidar um do outro dava paz as necessidades de nossa alma.

Sinceramente eu não fazia ideia do que eram sentimentos antes dele

porém eu entendi que o que quer que fosse o amor ele era azul,
pois tudo que eu devia sentir com o amor sentia  olhando nos olhos dele,
por aqueles olhos o seguiria,  como o meu norte e  sul.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel






sexta-feira, 23 de março de 2018

Não foi uma confissão


O cheiro do quarto é forte evidenciando nossa atividade
entretanto estamos familiarizados, não a nenhuma anormalidade
mais uma vez estamos com as pernas entrelaçadas numa noite escura
aliviando desejos sem um pingo de compostura.

Só a silencio enquanto minhas mãos afagam sua cabeça
e de olhos fechados você suspira para evitar que o medo transpareça,
eu puxo os lençóis não por vergonha, mas sim tranquilizar 
quero que se sinta seguro apesar do que esta a pensar.

Olhando o teto manchado eu mesma paro para pensar em meus atos
em como meu discurso contradiz todos os fatos,
você ergue o olhar e sei o que fiz de errado,
só não sei dizer se isso te deixou triste ou apenas preocupado.

Eu te amo numa cama grita mais que qualquer gemido
então eu preferia ter te frustrado, em vez de ter proferido,
nós temos uma conexão, no entanto não é assim que funciona
casual significa que pela manhã alguém esta cama abandona. 

Então não se desespere isto não foi uma confissão
sem olhos assustados ou busca por roupas no chão,
pode ficar calmo foram  só palavras após um sexo gostoso,
todo mundo diz coisas sem nexo quando esta no meio do gozo.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel


terça-feira, 20 de março de 2018

O amor é um verme ( Tirano)


Seu amor é como um verme que parasita meu corpo
eu o alimento enquanto ele me derruba,
aos poucos eu sinto meu coração sendo morto,
e é tarde demais para impedir que para minha cabeça ele suba.

Agindo silenciosamente vai acabando com minhas defesas
e eu percebo que estou fraca, mas não peço ajuda
sendo sua hospedeira não a forma de sair ilesa,
não a nem mesmo um Deus que me acuda.

Verme maldito, me fez incapaz de uma incisão
de tão afetada a ideia do corte me machuca
sei que a dor é a trilha por permitir essa invasão,
entretanto coração não é algo que se educa.

Autora: Samanta Aparecida  Zubinha Maciel

terça-feira, 13 de março de 2018

Tchau


O amor que eu sinto por você não me faz bem
ele me torna outra coisa, outra pessoa
me impede falar e de ser alguém
eu não deveria me esforçar tanto apenas para me achar boa.

Não é saudável querer alguém desta maneira,
ninguém deve deixar de ser si mesmo em beneficio de outro,
todos valemos a pena, meus sentimentos não são uma besteira,
não esta certo me magoar , me contentando com tão pouco.

Estou me despedindo então desse amor tão desigual,
dessa coisa abusiva a qual eu aceitei por tanto tempo me submeter,
eu me amo, por isso esse tão sonoro tchau
eu vou aprender a superar e de algum modo esquecer.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

domingo, 11 de março de 2018

Por trás dos meus sinais


Não que eu seja arrogante, apenas não posso te olhar nos olhos
me deixa desconfortável mesmo que eu não entenda o motivo,
eu volto para o passado numa especie de atalho,
desculpe o clichê, mas o problema não é com você é comigo.

Se eu falo pouco não é porque sou esnobe ou me acho superior 
a ausência de traquejo social é algo que sempre fez parte de mim,
mas quando estou perto de você é pior, pois tudo se cala no meu interior
parece uma droga que paralisa e o silêncio é a única coisa que resta por fim. 

Pareço não me levar a sério em certas situações
porque essa é melhor forma de sair de confrontos que não sei lidar,
nunca fui uma pessoa boa em lidar com as próprias emoções,
mas você não entende, então pra você eu pareço apenas não me importar.

Eu me afasto de tudo que remotamente me da medo
não estou agindo egoísta e simplesmente te ignorando,
apenas estou mantendo seguro meu pequeno segredo, 
 que de algum modo na sua presença me sinto desmanchando.

Apesar disso tudo pelo canto do olho eu ainda consigo te ver sorrir 
e quase chega a ser engraçado alguém tão inteligente me ler tão errado,
por nenhuma evidência você foi capaz de descobrir,
mas talvez seja eu e essa mania de enviar sinais tão antiquados. 

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

quarta-feira, 7 de março de 2018

Nova fantasia


Aprendendo a ser infelizes por trás de um sorriso
mentindo sobre o nosso bem, afirmando que tudo esta certo
enfrentando o inferno, mas agindo como no paraíso
é isto que hoje em dia é visto como o correto.

Sentimentalismo é chamado de banal, então fica em segundo plano
falamos que somos livres mas, é apenas um engano
na realidade erguemos muros para conter os danos,
ser verdadeiro é algo fora dos planos.

Ninguém renuncia a nada por amor
parece que ceder  tornou-se uma fraqueza,
é mais fácil arrastar um existência sem pudor
do que afirmar sentimentos antes vistos com nobreza.

O mundo só quer saber do prazer imediato,
deste modo o duradouro deixou de valer a pena,
relacionamentos hoje são desacreditados
o romântico é aquele que a própria solidão se condena.


A felicidade não passa de uma utopia 
e quanto mais temos, mais nos vemos sozinhos,
é como se para viver vestíssemos uma fantasia,
o que não trás satisfação, mas parece ser o único caminho.

Autora:Samanta Aparecida Zubinha Maciel