sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

O que você vê?


O que você vê quando olha uma criança abandonada?
o que você vê quando olha um idoso doente e sozinho ?
o que você vê quando uma pessoa devido ao preconceito é  abordada ?
o que você vê quando um estudante morre no meio do caminho ?

O que você vê no jovem que escolhe dormir pra esquecer a fome ?
o que voce vê no pai que chora ao ver os filhos passar necessidade?
o que você vê numa sociedade que não preserva e só consome ?
o que você vê quando atrás de uma cela existe mais segurança  que na sua comunidade?

O que você vê quando uma mulher é inferiorizada devido seu gênero?
o que você vê quando só o pobre é condenado?
o que você vê quando pedir por respeito é visto como exagero?
o que você vê quando usam o nome de Deus para apontar um culpado ?

Olha a sua volta, veja todos que estão sofrendo ,
pense bem em suas ações e reflita seus pensamentos ,
antes de julgar veja se não tem arrependimentos,
pois tudo se torna consequência em algum momento. 

Samanta Zubinha

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Questões Noturnas


Começamos a mentir quando começamos a ter medo ?
e quanto ao medo, quando e onde se aprendeu ?
por que mantemos as coisas em segredo ?
a partir de momento  a fragilidade em vergonha se converteu ?

Queremos preencher o vazio, contudo não sabemos com o quê
perguntamos a nós mesmos , mas não obtemos resposta,
parece que o que mais nos indagamos é o porquê,
enquanto  na vida tudo parece seguir a direção oposta.

A insegurança existe pela falta de certeza ou ausência de coragem?
e como podemos ter certeza de algo se pra tudo que fazemos alguém tem o que comentar?
quando foi que começamos a nos preocupar com o que dizem da nossa imagem ?
talvez seja por isso tudo que é tão difícil se amar.

Assim como Alice estamos perdidos, sem saber para onde ir
queremos ajuda ,mas temos que escolher sozinhos o caminho,
temos mais sonhos quando estamos a dormir
é reconfortante saber que não existem olhares vizinhos.

O choro é um alívio da alma ou a última fuga dos sentimentos?
se o sim dói por quê não escolhemos o contrário?
reclamamos que a vida passa de pressa,mas nunca damos a ela um tempo,
é triste dizer, mas nunca priorizamos o necessário.

Autora: Samanta Zubinha



domingo, 21 de julho de 2019

Depressão



Eu não sei dizer em que ponto da minha vida ficou tão difícil querer acordar ,
talvez quando as lagrimas cessaram e não havia mais nada além da vida pra se desfazer,
eu não consigo mais com um filme ou uma musica me emocionar,
o que significa chegar a um ponto da vida em que não nos incomodamos mais de viver ?

São gritos demais para ouvir  e a dor é demais para que eu aguente
o orgulho não me permite falar, assim como o egoismo não vai embora,
eu tentei me cobrir de amor, mas nem mesmo ele se fez resistente,
eu não sei o que fazer, dizem que o coração é vital,mas só que jogar o meu fora.

Meu corpo desistiu de reagir , mas minha mente sabe que nem tudo é ruim,
meu peito se faz tão pesado que não sei como minha cama aguenta o peso,
não sei o que me transformou, mas na minha cabeça o pensamento constante é o fim,
eu não entendo estar tão deprimida, se sempre fui preenchida de amor.

Sorrir é a mentira mais constante que existe e que todos supõe ser verdade
eu não minto para enganar as vezes é sincero, outras vezes só não quero dar explicação,
em resumo não consigo lidar ou explicar essa ambiguidade 
só sei que fica difícil lidar nesse mundo com tanta emoção.



Autora: Samanta Zubinha

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Eu ainda quero ser boa


Eu fui ensinada a não ferir ninguém, a reconhecer o sentimento alheio
eu gostava disso, saber que de algum modo eu deixa alguém feliz e bem,
eu nunca reclamei ou me importei de oferecer um abraço ou um conselho
era engraçado como a felicidade dos outros era a minha felicidade também.

Quando eu cresci continuei assim, contudo o mundo a minha volta pareceu diferente
achava que prioridade era ser bom, porém para ser bom todos tinham alguma intenção,
tentei entender o que ouve com a sociedade, entretanto para eles eu era a incoerente,
as pessoas pareciam mais ter um tumor no peito que um coração. 

As vezes me sentia tão ciente das emoções dos outros que isso me machucava,
eu queria consertar as coisas, tentei veemente ser um exercito de uma pessoa só,
eu chorei, assim com também escondi o choro, em busca de uma solução eu me arriscava,
porém a cada tentativa eu era a  pessoa de quem eu tinha mais dó.

Ninguém ensina a se curar de um ferimento, pelo menos não os que afligem por dentro
deve ser por isso que eu nunca me acostumei com como as coisas funcionam,
por que uma pessoa fere a outra se no final tudo transforma se em lamento ?
ninguém resolve nada com discussões, isso é algo que apenas decepciona.

Hoje eu ainda quero ser boa, quero olhar para as pessoas e faze-las sorrir
contudo vou tentar entrar num consenso para lidar com minha intensidade,
ela tem que aprender a ser forte, ao mesmo tempo que precisa diminuir,
é preciso se manter fiel a própria a essência, ao mesmo tempo tentar sobreviver a sociedade.

Autora: Samanta Zubinha 

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Noite


A noite todo mundo se sente mais sozinho, se sente mais culpado
os pensamentos evitados ao longo do dia transformando-se em gritos na mente
o coração aperta por todas as emoções e julgamentos que foram acumulados,
é na madrugada a concepção das dores latentes.

Se os sonhos fossem uma fuga da vida não existiriam os pesadelos,
as vezes é melhor encarar o próprio cansaço do que fechar os olhos e dormir,
o peito pesado nunca permite a construção de algo belo,
de modo que é melhor uma noite em claro, porém que nos permita do inconsciente fugir.

Assim como as estrelas que estão mortas a noite sempre implica uma especie da perda
parece que o vazio fica maior , existe uma ausência de si mesmo que nela é reconhecida 
você se sente pequeno, aquele sentimento quase infame de um zero a esquerda,
pois é no escuro da noite, que mais refletimos a vida.

Autora : Samanta Zubinha

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Fobia Social



Estar entre pessoas é difícil, por isso não gosto de multidões
eu olho pra baixo, falo pouco, mas de qualquer jeito não me sinto a vontade,
parece que a todo momento estão julgando minhas ações,
é mais complicado do que parece viver em sociedade.

As pessoas tentam me tirar de casa, contudo isso é apenas desconfortável
e não digo isso por excesso de timidez ou porque gosto da solidão,
estar em casa não me dá espaço para falhas, é um ambiente consolável,
não importa se eu sinta medo, existe um refugio na introversão.

Não quero ofender ninguém, estou sempre repassando meu comportamento
para que dessa forma eu não me torne de alguma forma incomodo,
porém parece que nunca estou preparado quando chega o momento
não é que eu evite a vida, é que é eu não suporto a ideia de danos.

Ansiedade social assim como outros transtornos não é muito levado a sério
pois a falta de informação leva a falta de consciência,
o meu choro a noite é até pra mim um mistério,
então como explicar pro mundo minha fobia de convivência?

Autora : Samanta Zubinha 

domingo, 21 de abril de 2019

Consolo



Nos últimos tempos você não tem sido o mesmo, tem estado triste
o sorriso esta presente em seus lábios contudo, sei que algo dói
eu queria  muito que me dissesse o que em seu peito e mente reside,
pois os maiores medos e aflições são sempre algo que nossa cabeça constrói.

Você tem um silêncio que eu não sei quando se tornara um grito
então fico te guardando como posso, esperando que o quer que seja melhore
não quero te forçar a falar, só quero que saiba que sempre estarei contigo,
farei o possível para que nenhuma dor em seu coração se demore.

 O meu ombro sempre estará disponível, caso precise descansar 
não precisa carregar o peso do mundo em suas costas,
você pode pedir ajuda, não importa a batalha que esteja a enfrentar, 
eu não tenho a solução de todas as perguntas, mas posso te ajudar a procurar as respostas.



Autora : Samanta Zubinha

domingo, 31 de março de 2019

O lado certo da cama errada (amigos de cama)


As vezes quando estamos ao redor um do outro as coisas parecem um inferno
entretanto a forma como você me preenche me leva ao paraíso,
nenhum de nós acredita em histórias de amor eterno,
mas acredito que você me dá o que eu preciso.

Faz tempo que estou cansada das mentiras e de ter que fingir para todos,
por isso eu gosto que diga exatamente o que quer de mim,
você não tem reservas de me fazer ouvir o que é incômodo,
por isso minhas inseguranças ao seu lado ganham um fim.

A momentos de amizade e dias de raiva mal contida
entretanto nem mesmo um segundo é marcado com indiferença,
eu continuo sempre  uma parte da sua vida,
assim como você na minha é uma figura de presença. 

A parceria funciona melhor que amor, pois o segundo acaba
enquanto o primeiro impede de em algum momento parecer estranho, 
o lado certo da cama errada é algo que a muito me agrada,
pois para nós é algo com menos chance de perda e mais chance de ganho. 

Autora: Samanta Zubinha





quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Mentira



A mentira é tão natural que esquecemos o que é a verdade
é tão confortável estar onde estamos que não vemos razão para mudar, 
para que se ferir com os monstros da realidade?
não que a ignorância seja uma bênção, mas ela é capaz de acalmar.

Ninguém pode viver plenamente feliz,
entretanto pode-se fingir e ignorar as dores maiores,
poucos são aqueles que a vida coincide com o que diz,
não vivemos de escolhas certas, mas sim das que parecem melhores.

A mentira é justificada pela verdade que não suportamos,
assim como pela dor que temos medo de viver,
 era difícil no começo,mas acabamos nos acostumando,
pois as vezes para dormir é necessário do real se esconder.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Carcereiro


A minha prisão como liberdade para ti funciona
cada vez que me calo mais percebo ser do seu agrado,
você sorri feliz de si mesmo e não percebe a forma como me decepciona,
cada vez fica mais difícil abrir os olhos e vê-lo ao meu lado.

O meu silêncio é preenchido por seu monologo de narciso,
de modo que a sua figura me causa uma profunda repulsa,
você insiste mas, não consegue ser o que eu preciso,
pois enquanto eu falo de carinho você só liga para o que entre suas pernas pulsa.

Não sou um ser inferior então por quê preciso de permissão ?
você dita como minha vida deve ser, até mesmo os meus gostos
cada vez que você tenta me proteger mais pesada eu sinto a sua mão,
a vergonha consiste em você, mas por quê sou eu que escondo meu rosto ?

Estou presa em mim, com você como algoz e "companheiro"
entretanto do silêncio eu já me vejo farta e cansada,
eu vim para este mundo para ter  um amor, não um carcereiro 
deixar você então é o primeiro passo para mostrar que por mim mesma sou amada.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel


segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

O futuro é uma consequência


O futuro é uma consequência, dos silêncios, das escolhas e das ações
e eu não gosto de saber  que não estou pronto, mas tenho que decidir,
ainda não construí meus pensamentos direito e sou levado facilmente por emoções,
como posso crescer desse modo ? O que significa de fato evoluir ?

Eu tenho medo do que não posso prever, do que não esta ao meu alcance
por que tenho que lidar com a angustia e a incerteza ?
tenho receio de perder , de ver as coisas que me importo ficando distantes,
viver num amanhã que não aconteceu passa um sentimento estranho de tristeza.

Ainda estou aprendendo como tudo funciona, o certo e o errado
a lidar com a responsabilidade que a minha independência produz,
por vezes eu tenho me surpreendido pelo que tenho deixado,
crescer parecia tão magico, emancipação é uma palavra que facilmente seduz.

Eu cometi um erro ontem, mas hoje eu sei o que não fazer
o presente é formado de investidas, lições que podem ou não ser agradáveis,
o tempo cria oportunidades esperando que através delas eu possa amadurecer,
mas a juventude é assustadora, quando se da conta que algumas decisões são imutáveis.


Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

sábado, 19 de janeiro de 2019

Falso amor



Ela derramou muitas lagrimas , pelo falso amor que lhe foi oferecido
ela pensou ter encontrado um apoio um abrigo,
infelizmente as atitudes o transformaram em um desconhecido,
pois quem ama não te usa, amor é antes de tudo amigo.

"Se você me ama faz isso" ou "você não faria isso pra me ver feliz?"
isso não é amor e esta longe de se ser respeito também,
quando se tem estima por alguém você procura entender o que pessoa diz,
ela entendeu tarde demais que chantagem emocional também é uma forma de manter refém. 

Uma princesa pode enfrentar perigos, pode matar monstros sozinha
a partir do momento que não a segurança é necessário deixar o castelo, 
não adianta se iludir  porque por um dia a situação foi "melhorzinha"
ela aprendeu que para sua felicidade ela precisa de si mesma, não de um príncipe belo.  

Ela esta salva, mas isso não significa que não foi difícil,
para se salvar foi necessário muita bravura  coragem,
pois a momentos em que ter esperança parece impossível,
amar a si mesmo não é complicado, olhe no espelho e se apaixone por essa imagem.  

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel


Nota: Homenagem e apoio para quem já esteve ou esta superando um relacionamento abusivo. 







quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Disposição


Não estou mais disposto e com isso falo mais da minha alma do que meu corpo
esgotamento vem de diversas formas, todos devem reconhecer um limite,
quero reencontrar minha força, um pouco de paz e conforto,
chega ao fim a dose de dor a qual um coração se permite.

Deixo as lutas, me rendo da guerra, volto para casa
não tenho mais condições, sejam sentimentais ou mental,
talvez seja chamado de desertor, mas prefiro ver como um bater de asas,
não tenho mais disposição para o que continuamente me faz mal.

Meu juízo é uma das poucas coisas que me resta e não estou disposto a perder
não existe em mim mais um osso com energia para prosseguir, 
pode parecer  estranho afastar-se para voltar a viver,
entretanto as vezes para enxergar as coisas direito é necessário deixar partir.


Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Entre shots e soluços





Eu bebi para esquecer, do amor, do sofrimento  e do seu telefone
esqueci de tudo aquela noite, até mesmo meu endereço,
infelizmente entre todas as coisas não esqueci seu nome,
e  te manter cobra de mim um alto preço.

Te chamei entre shots e soluços que não podia controlar
mostrei o pior lado de estar apaixonado e o que isso fazia comigo,
mas o álcool me decepcionou e em vez de esquecer me fez recordar,
queria fazer as pazes com o meu coração, mas ele não é mais meu amigo.

Acordei no chão do banheiro, tinha posto tudo pra fora
mas continuava te sentindo aqui dentro,
a ressaca deixou de ser a coisa mais assustadora,
quando percebi que era apenas o primeiro dia e da dor eu não estava isento.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel



domingo, 6 de janeiro de 2019

Mentira branca



Existem palavras que eu gostaria de dizer
mentiras que com anseio eu desejo ser capaz de professar,
para que assim um pouco de paz minha alma possa conhecer, 
já que a consciência não me deixa descansar.

Em conflito meu coração renega  o que não é sincero
e com a verdade eu acabo criando feridas,
é difícil magoar aquele que sempre me tratou com esmero,
entretanto também é difícil mantê-lo em minha vida.

O que posso dizer quando estou presa em minha realidade ?
a espada que me liberta é a mesma que mata  meu guerreiro, 
queria pronunciar mentiras com um tom de veracidade,
do que fugir sempre que confrontada ao verdadeiro.

Autora: Samanta  Zubinha 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Algo em mim




Não escrevo para quem posso dizer eu te amo
o fato de poder dizer que amo resume minhas emoções,
então eu escrevo para quem não posso oferecer as palavras, para quem seria um engano
assim eu dou a minha alma e consciência alguma paz para nossa condição.

Se eu quisesse fazer do mundo um lugar mais belo não faria poesia
se eu a faço é pelo impulso dentro de mim que precisa ser posto pra fora,
normalmente quando eu escrevo não sinto alegria,
mas sim porque a algo em mim que precisa ir embora.

Musica acalma meu peito, mas poesia exorciza meus fantasmas,
não preciso de certezas na vida se um bom texto sai antes de dormir,
talvez  porque com os versos os monstros saem de baixo da minha cama,
talvez porque aos pouco consigo dos pensamentos me despedir.

Autora: Samanta Zubinha