segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Abrir mão (Tenho saudade)


Tenho saudade da pessoa que eu era antes,
de como eu conseguia me entender tão bem,
hoje eu me sinto como se de mim mesma eu estivesse distante,
a vida adulta não é tão glamurosa quando se percebe o peso que tem.

Tenho saudade dos sonhos e fantasias que existiam,
de criar para mim uma história sobre o impossível se tornar real,
hoje eu resgato esses pensamentos, mas as  mesmas emoções não mais me vestiam
não sei, mas as vezes eu penso se crescer me fez mal.

Talvez eu tenha saudade da ignorância ou ingenuidade
não saber que a dor existia e achar que tudo seria perfeito,
saber como coexistir com a minha vulnerabilidade,
realmente é complicado quando consigo mesmo você se sente insatisfeito.

Tenho saudade dos medos que deixei para trás
porque comparados aos de agora tudo era tão pequeno,
não que eu me tornei covarde, isso jamais
no entanto, enxergo o mundo mais como assustador do que sereno.

A tantas coisas que se foram na minha vida
coisas que eu ainda não sabia que ao abrir mão eu sentira falta,
crescimento não são só problemas, mas como você aceita as coisas e lida
no fundo todos queremos crescer, mas esquecemos que não tem volta.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Terapia


Eu te fiz minha lembrança de meses e anos
porém para você eu só durei alguns poucos dias
nosso coração danificado nos muda nos deixando insano
e infelizmente esquecer o amor é tal qual fazer uma terapia.

As vezes eu ouço musicas para abafar minha cabeça
são pensamentos demais, sobre as escolhas que tomei, 
conclusões indefinidas que talvez eu não me despeça,
mas que me fazem evocar o que um dia eu fui e que não mais serei.

Tenho problemas para ler, você estragou meu gênero favorito
tive que me adaptar a outro texto, definir um novo padrão
esquecer os romance que causam dor e um rancor esquisito
me acostumar com mistérios e personagens de ação.

Te transformei em palavras, para pode te extrair
honestamente queria saber se alguma vez notou que estava presente,
estava em cada frase e verso, que era um pedido pra deixar ir
mas se não percebeu melhor assim, não quero que se espalhe meu coração demente.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel 

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Decepção


Decepção é expectativa seguida de falha
uma ilusão que criamos para nos fazer sofrer,
tal como quando o guerreiro considera uma luta ganha,
apenas para depois pela própria espada perecer.

Machuca, uma enfermidade que dói por dentro
destrói tudo o que se tem, acaba com uma crença
a frustração e inesperado seguem um encontro
onde a colisão apenas a tristeza cede presença.

Quem nunca sonhou de fato nunca se decepcionou
pois nunca sentiu ou teve algo que valeu a pena
errar numa tomada de decisão todo mundo errou
mas sofre apenas quem algo da outra parte espera.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel   



quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A forma que nos amávamos



Já prestou atenção na forma que nos amávamos ?
olhando para trás eu vejo tudo de maneira tão clara e diferente,
usamos de uma pressa absurda quando ao que tínhamos rotulamos,
acho que tínhamos medo de que se não fizéssemos julgariam a gente.

Amor juvenil é sempre cheio de estupidez
que por ventura eu e você evitávamos conversar ,
timidez é uma coisa tola, mas que nos dominava toda vez
assim nossa comunicação estava em nossos lábios selar.

Quão idiota é o coração em seus atos e julgamentos
a primeira vista era tudo lindo, tudo parecia bem
então logo veio a insegurança sabe se lá em qual momento,
e tudo se desmoronou, menos a opinião dos outros que nos fez refém.

E ainda que amassemos não era mais do mesmo jeito,
é engraçado como mudamos em um curto espaço,
colocamos um fim a todo aquele sentimento em nosso peito,
e hoje ficamos estranhos a menção de um abraço.

Já prestou atenção na forma que nos amávamos ?
um jeito gostoso e errado de começar as coisas,
pensando bobagens enquanto falávamos,
curtindo na noite um banco e a brisa. 

Autora :Samanta Aparecida Zubinha Maciel






Coisas que sei ( amor triste)


Eu posso ser  sua durante uma noite inteira,
e você pode me chamar de carinho ou pelo nome que quiser,
eu aceitarei o que você puder me dar, farei tudo a sua maneira
só não te farei esquecer de mim, quando a manhã vier.

Não precisa ligar de volta, sei que você precisa ir embora
isso não me incomoda sei que  você gosta do ocasional,
faremos isso e após três doses de whisky você dá o fora,
deixando a cama com a lembrança do nosso pecado carnal.

Sei que não fui feita para você amar, 
sendo assim a cada impulso você apenas me usa,
embora uma parte de mim gostaria de numa situação diferente estar,
meu coração já aceitou que do seu peito estou exclusa.

Ninguém gosta de mostrar o lado o obscuro ou feio do amor,
mas eu sei que este é o meu único lado que você aceita,
sendo assim me ofereço a ti e aceito esse sentimento que é como um tumor
só cresce a medida do mal que me sujeita. 

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel