Era uma boa criança, não dava nenhuma preocupação
sempre perfeita, nunca fazendo nada errado
sempre obediente, sempre atrás de aprovação
sempre levando um tapinha nas costas e sendo elogiado.
Foi um adolescente ansioso, sempre se cobrando
não sabia pedir ajuda, não queria ser o fardo de ninguém
sentia as expectativas e queria a todos estar agradando
sempre que pensava no futuro olhava para ele como um refém.
Se tornou um adulto, com as emoções reprimidas no peito
conheceu a insegurança, assim como a depressão
e nada mais parecia suficiente, nada estava direito
ninguém sabia o motivo, “A vida dele é perfeita, qual a razão?”
Autora: Samanta Zubinha

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