sexta-feira, 28 de setembro de 2018

A primeira vez que te vi feliz


Eu queria correr até perder o fôlego
queria sentir qualquer outra dor que assistir você,
queria afundar meu corpo na cama e sentir algum conforto,
queria lembrar meu coração de por você não bater.

Eu menti que esqueci seu aniversario
fugi dos seus olhos como o diabo foge da cruz,
apaguei aquele meu sorriso diário,
fui procurar um lugar longe da sua luz.

Não consegui focar na música dos meus fones
não consegui focar nas palavras da minha leitura,
não consegui esquecer a pronúncia do seu nome,
me sinto louca e tola por essa postura.

É a primeira vez que sei que esta feliz sem mim
é a primeira que o vejo falar de alguém e isso me magoa,
pois é como se eu estivesse te dando uma segunda morte, um fim
e pra te ver feliz  tenho que seguir a razão por mais que ela doa. 

Autora: Samanta  Zubinha 

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O mais próximo que eu cheguei de amar



O mais próximo que eu cheguei de amar foi com você
não que eu entenda essas coisas, mas com você foi diferente,
nunca admiti minha necessidade e querer,
mas na tua ausência a saudade crescia, mesmo que latente.

Brinquei com muitos sentimentos
talvez em algum ponto eu possa ter brincado com os seus,
contudo foi você quem me deu momentos,
foi você que no fundo me conheceu.

Nunca disse eu te amo, nunca fui de ninguém
mas experimentei contigo algo que não havia imaginado,
é possível que você tenha me ensinado que ter alguém do lado faz bem,
e infelizmente eu te ensinei a ser machucado.

O mais próximo que eu cheguei de amar foi com você
e mesmo assim fiz tudo errado, 
talvez por ser jovem, talvez por não conhecer o amor
mas em resumo eu só pensei ser amor quando não te tinha mais ao meu lado.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Vestígios


Você tem raiva porque não estamos mais juntos
e eu odeio como as coisas foram resolvidas 
passamos um pelo outro, mas ninguém toca no assunto
no fundo só as duvidas são acrescidas.

Eu não sei no que mais acreditar
eu rebobino tudo atrás de onde nos arruinamos,
antes eu tinha raiva e só queria chorar
hoje eu só quero saber porque nos sabotamos. 

Mas você não tenta entender suas próprias escolhas
você aponta pra mim e nós apenas discutimos,
parece que as vezes você vive numa bolha,
não foi por falta de amor, mas sim de comunicação que não resistimos.

As vezes eu ainda sinto o impulso de correr até você
mas, eu controlo pois não aguentaria me machucar de novo,
estou ainda me recuperando do que foi te conhecer 
estou dando pequenos passos, mas já me movo.

Eu ainda posso sorrir pra você, isso é algo  que ainda não me nego
entretanto tento não mais me iludir com um futuro,
talvez haja sentimentos que eu ainda carrego,
no entanto eles serão esquecidos, uma lembrança do que um dia foi puro.

Autora : Samanta  Zubinha   

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Desconforto


Eu não entendo seu desgosto por mim,
você me empurrou até onde estou,
me explique por favor porque me olha assim,
eu não entendo esse sentimento se nunca me amou.

Outro dia e nós no mesmo cenário
as mesmas situações todas feitas de um jeito diferente,
 o seu desconforto comigo não é imaginário,
qual intenção disso tudo ? Me deixar doente ?

Na sua presença existe ausência
e na sua ausência algo que eu não sei definir,
não da pra entender sua a insistência,
por que você manda embora o que não quer ver partir ?

Incomodo de um jeito que não compreendo
ou talvez você sinta além da compreensão,
é difícil interpretar o que estamos vivendo,
mas tudo é desconfortável quando se trata de emoção. 

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Como um poeta



Você entende os poetas, admira cada linha
tem seus versos decorados e até autor favorito,
gosta de diversidade, sua estante maior que a minha
tem um gosto apurado, nasceu com Drummond embutido.

Você escreve como um poeta, mesmo desajeitado
improvisa e consegue transmitir emoção,
é estranho, pois por fora todos pensam em você como fechado
porém acho que esse é seu jeito de trabalhar a própria confusão.

Você me inspira como um poeta, a viver mais intensamente
e a abraçar o mundo, ao mesmo tempo que abraço um corpo,
como se o mundo fosse representado dentro daquele abraço quente,
você me faz acreditar que o sentimentalismo não esta morto. 

Mas infelizmente, você não sabe amar como um poeta
não sabe como fazer o medo se transformar em segurança
seus sentimentos tem a mesma duração que a passagem de um cometa,
por isso não é capaz de ficar, por isso esta em constante mudança.


Autora : Samanta  Zubinha 











sábado, 1 de setembro de 2018

Você que esta ao lado dele





Ele gosta de músicas antigas, que nem todo mundo escuta
exibe Engenheiros com uma  clara preferência
às vezes pode passar horas com Nirvana em uma paz absoluta,
outras vezes toca Raul e diz que a humanidade perdeu sua essência.

Ele bebe o café sem açúcar e isso é deveras importante
eu torci o nariz e tentei, mas nunca consegui me acostumar
como um viciado sua dose é sempre gigante,
o amargo não lhe incomoda, tudo que é forte ele parece gostar.

Ele sempre vai citar um filósofo em uma conversa
parece ensaiado, mas é algo que ele faz sem perceber
apaixonado pela vida tudo de algum modo o interessa,
apesar das minhas inúmeras investidas nunca consegui em um debate o vencer.

Ele fica rubro com facilidade, seja por risada ou constrangimento
não que seja tímido, é automático sempre acontece,
a lista de livros é algo que também só se vê crescendo,
ler antes de dormir é um hábito que permanece.

Ele não sabe o que seu perfume faz ou como fica bonito sorrindo
talvez porquê não se de conta do quanto é maravilhoso,
você não vai vê-lo com facilidade se abrindo,
só digo para você que esta ao lado dele — Cuide dele é muito precioso.


Autora : Samanta  Zubinha