domingo, 20 de março de 2016

Descendentes das estrelas


Eu queria ter mais palavras na hora de dizer adeus
procurar uma forma de evitar o sofrimento, ficarmos como amigos
eu te digo - Fique com Deus
mas no fundo queria dizer , fique comigo.

Olhar nos seus olhos não é uma opção 
eu não posso encarar a dor que eu sei que te machuca,
talvez  você agora não acredite que eu tenha um coração
mas te manter distante hoje internamente é  uma luta.

Nós somos descendentes das estrelas 
então quando ver o céu a noite seu brilho ali vou procurar,
me corrói o peito profundamente não te-la
mas agradeço por saber que na vida alguém foi capaz de muito me amar.

Não chore, mesmo que a saudade te invada com minha imagem
você não merece isso, e eu não quero ser esta lembrança,
te abandonar foi um ato de extrema coragem
pois tive que deixar tudo que dava esperança.

Eu te amo, perdão condenar a nós este infeliz destino
mas eu escolhi o que  era melhor pra você e não pra mim
o que existe entre nós esta além do divino
por isso mesmo na ausência  não darei a esse sentimento um fim.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

domingo, 13 de março de 2016

Pensamentos fugitivos


 Em cada lagrima que escorre, vaza um pouco da minha dor
meu coração devastado em prantos e melancolia, 
não foi saudável sentir a ilusão do amor 
mesmo que esta me proporcionasse sorrir todos os dias.

Meu corpo é fraco, sinto tudo em meu ser dormente 
meus olhos inchados vermelhos de tanto me derramar,
dizem que essa é a cor do amor, mas hoje ele esta ausente
falam que dentro de nós as coisas desabrocham mas eu sinto a murchar.

Em minha mente o que se passa são pensamentos fugitivos
memórias que não vivi , sentimentos que ficaram no passado,
um momento que meu peito se permitiu ser ativo
pequenos instantes que tive alguém ao meu lado.´

Sonhos são desejos que moram no fundo da alma
que no fim se manifestam em aberto para nos fazer refletir,
algumas vezes nos fazem sofrer em outras nos acalma 
e mesmo que não queremos deles também temos que nos despedir.

Em silencio eu agora deixo morrer o que ficou
ira acabar no esquecimento, uma lembrança perdida,
vou deixar ir tudo que me machucou 
pois amor não faz mais parte dessa vida.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Desfeitos de amor


 Como pode o amor se despedir ?
 quando notamos o peito inflamando de dor ?
 quando duas almas se sentem prontas pra ir ?
 para onde foi o calor ?

Ela não encontrava o homem preso nas fotografias
o que tinha diante de si era egoísta,
era como se fosse noite todos os dias
o futuro não se mostrava otimista.

Em seu leito só, ele sabia que estava morrendo
se recordava o olhar frio que ela lhe deu,
rebobinanava em sua cabeça cada momento
procurando enxergar quando a perdeu.

Em seu nome ela lutava,nas palavras dele enxergava paixão
com sua vida e sua alma ela era capaz de o proteger,
hoje ele tinha cegado o coração
uma imagem que era incapaz de reconhecer.

Entre multidões ele a encontrava, nunca tendo se perdido
a face dela lhe dirigindo a força que precisava,
hoje na mesma sala são desconhecidos
para onde foi a mulher que amava ?

Um homem machuca uma mulher, no seu peito se fazendo presente
ele cria a ferida e não a deixa cicatrizar,
alguns dizem que os anjos caíram pois não estavam contentes
outros por não entenderem a forma de amar.

É assim que uma mulher mata um homem
deixando o viver como se estivesse morto,
e assim o tempo corre no vai e vem
e o diabo realiza seu acordo.

Assim duas almas esquecendo tudo que foi belo
olham diferente pra quem está a sua frente,
no mundo moderno vemos o poder e esquecemos o singelo
tornamos nosso coração doente.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel