sábado, 26 de dezembro de 2015

Nesse momento


Avançando as avenidas, cruzando no escuro
é absurdo a forma como sua imagem ainda me persegue,
eu tento fechar os olhos e transformar meu coração num lugar duro
mas de alguma forma ao seu feitiço ainda estou entregue.

E no silêncio eu te ouço, me dizendo o quanto me queria
na solidão eu sinto seus braços envolta de mim,
seu perfume  tão doce quanto qualquer coisa que conhecia
a lembrança dos seus olhos me recorrem sendo o fim.

Se o amor é isso, eu o informo como uma tortura
eu não mereço isso, a destruição de corpo e mente,
sinto que aos poucos alcanço o estado de completa loucura
de alguma forma é como se estivesse doente.

Não posso ficar o seu lado
ao mesmo tempo que não consigo te esquecer,
não sinto como um erro ter me apaixonado
mas infelizmente sei que por tua ausência vou morrer.

Eu não enxergo no amanhã uma esperança
pois além de ti, não existe cura para esse sentimento
não se pode esperar de minha alma uma mudança
nada seria capaz de apagar o que sinto nesse momento.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

sábado, 12 de dezembro de 2015

Cigarros


Eu acendo um cigarro, embora seja noite não consigo dormir
as estrelas no céu me olham com deboche,
me lembrando como foi difícil te ver partir .

Whisky é bom, mas infelizmente não tem o seu gosto
e entre um gole e um trago eu não posso evitar um sorriso,
tudo parece com uma das cenas em que eu veria o seu rosto
e eu provaria que sua boca é a unica coisa que preciso.

Antes quando as noites eram assim eu observava seu sono
o remexer dos lençóis enquanto seu corpo se mexia,
uma visão que parecia tão terna sem me dar qualquer sinal de abandono
felicidade que eu não sabia que existia. 

Saudade dos gritos, das brigas fúteis no café
você de um lado da mesa eu do outro procurando entender
eu quebrando a distancia enquanto você ainda estava lá parada de pé
entre um beijo e outro você  começava a se perder.

Ultima baforada a alegria se esvaindo 
para cama eu retorno a imagem de quem amei indo embora
esses lapsos de memoria mostrando o que meu coração esta sentindo
mesmo que não esteja aqui, dentro de mim você ainda mora.

Autora : Samanta Zubinha 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Amor a queima roupa



Você diz eu te amo como um tiro a queima roupa
deixa com que eu fique feliz confusa e louca
os braços em torno de mim, sempre me deixando segura
seus carinhos uma doce e suave tortura.

Eu sinto sua pele, seu toque tão macio
mais do que apenas corpos, você preenche meu vazio,
seus olhar uma janela, me permitindo saber o que esta sentindo
palavras  desnecessárias, e entre nós acabam não existindo.

Aceito não pertencer a mim, apenas amar você
é puro , é intenso, sublime, prazer
um manto, que no frio me esquenta com seu calor
mostrando que na vida existe muito mais que dor.

Correr não adiantaria, com você só existe uma forma
pois sua essência é a única capaz de acalmar minha alma,
estamos presos, mariposa atraída pela chama
sua boca o único instrumento que me inflama.

Seus cuidados comigo, a natureza gentil de cada gesto
a forma como diz me amar , como se não existisse o resto
é diferente, um mergulho profundo de cabeça
momentos que eu desejo que jamais desapareçam.

Noite ou dia, não importa o tempo que temos restante
com você o desejo cresce, nunca  sendo bastante
e a necessidade que existe se mostra longe de partir
pelo amor fomos unidos e a ele vamos sucumbir.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel