quarta-feira, 26 de junho de 2019

Eu ainda quero ser boa


Eu fui ensinada a não ferir ninguém, a reconhecer o sentimento alheio
eu gostava disso, saber que de algum modo eu deixa alguém feliz e bem,
eu nunca reclamei ou me importei de oferecer um abraço ou um conselho
era engraçado como a felicidade dos outros era a minha felicidade também.

Quando eu cresci continuei assim, contudo o mundo a minha volta pareceu diferente
achava que prioridade era ser bom, porém para ser bom todos tinham alguma intenção,
tentei entender o que ouve com a sociedade, entretanto para eles eu era a incoerente,
as pessoas pareciam mais ter um tumor no peito que um coração. 

As vezes me sentia tão ciente das emoções dos outros que isso me machucava,
eu queria consertar as coisas, tentei veemente ser um exercito de uma pessoa só,
eu chorei, assim com também escondi o choro, em busca de uma solução eu me arriscava,
porém a cada tentativa eu era a  pessoa de quem eu tinha mais dó.

Ninguém ensina a se curar de um ferimento, pelo menos não os que afligem por dentro
deve ser por isso que eu nunca me acostumei com como as coisas funcionam,
por que uma pessoa fere a outra se no final tudo transforma se em lamento ?
ninguém resolve nada com discussões, isso é algo que apenas decepciona.

Hoje eu ainda quero ser boa, quero olhar para as pessoas e faze-las sorrir
contudo vou tentar entrar num consenso para lidar com minha intensidade,
ela tem que aprender a ser forte, ao mesmo tempo que precisa diminuir,
é preciso se manter fiel a própria a essência, ao mesmo tempo tentar sobreviver a sociedade.

Autora: Samanta Zubinha 

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Noite


A noite todo mundo se sente mais sozinho, se sente mais culpado
os pensamentos evitados ao longo do dia transformando-se em gritos na mente
o coração aperta por todas as emoções e julgamentos que foram acumulados,
é na madrugada a concepção das dores latentes.

Se os sonhos fossem uma fuga da vida não existiriam os pesadelos,
as vezes é melhor encarar o próprio cansaço do que fechar os olhos e dormir,
o peito pesado nunca permite a construção de algo belo,
de modo que é melhor uma noite em claro, porém que nos permita do inconsciente fugir.

Assim como as estrelas que estão mortas a noite sempre implica uma especie da perda
parece que o vazio fica maior , existe uma ausência de si mesmo que nela é reconhecida 
você se sente pequeno, aquele sentimento quase infame de um zero a esquerda,
pois é no escuro da noite, que mais refletimos a vida.

Autora : Samanta Zubinha