quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Reflexão de partida (Não é)


Não é amor até que alguém se machuque,
não é amor até que alguém vá embora,
encaramos a felicidade como uma espécie de truque,
alimentamos mais as duvidas, do que o que temos no agora.

Não é verdade até que alguém coloque em palavras
não é verdade até que os outros digam que é,
ações falam mais alto que palavras de qualquer maneira,  
então por que não as valorizamos ? Por que nelas não temos fé ?

Não é eterno até que perdemos
não é eterno até que se torna passado,
por que não admiramos enquanto vivemos ?
reconhecer o que se tem é o que mantem as pessoas ao seu lado.

É fim porque permitimos a partida
deixa de ser verdade quando paramos de acreditar,
por isso não existe o infinito ou imortal em nossas vidas,
nós sempre estabelecemos que tudo esta fadado a acabar. 

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel


segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Vamos dormir


Vamos dormir, eu não quero mais continuar com esses pensamentos
vamos dormir, conversa de travesseiro é algo que não sei fazer,
vamos dormir, porque eu tenho medo de quando a vida me empurra momentos
vamos dormir, pois depois de gozar eu não sei o que dizer.

Vamos dormir, porque eu encontro conforto em seus braços
vamos dormir, pois o amor é difícil demais para lidar acordado, 
vamos dormir, é complicado e confuso criar laços
vamos dormir, é bom manter-se do mundo afastado.

Vamos dormir, pois mesmos cheio de palavras me falta fala
vamos dormir, pois é noite e no escuro tudo se encaixa,
vamos dormir, no silêncio mora as respostas que a gente cala,
vamos dormir, é o único momento que me permito a guarda baixa.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel  

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

De vez em quando



A cama vazia, mas, nos lençóis o cheiro de sexo
meu corpo dolorido a única prova da sua presença,
uma manhã sem despedida não é algo que me deixa perplexo,
para nosso tipo de amor isso não faz diferença.

Uma superfície tão perfeita que beira o artificial
marcada por momentos de honestidade crua,
uma relação que beira ao animal,
que não limita um tempo para a procura.

Um final de semana, um dia difícil ou só saudade
de vez em quando nosso amor acontece,
sem promessas ou para sempre, apenas a realidade
esse é o tipo de amor que nossa relação oferece.

Eu respiro seu perfume, fico bêbado do seu sabor
você arranha meu exterior sem abalar o interno
uma tipo de amor que tem como base o frio e o calor,
que manda todos os rótulos para o quinto dos infernos.

Existe silêncio, mas não existe vergonha
assim como existe fim sem um começo,
existe uma relação na qual nada se imponha,
existe um amor que de vez em quando aparece
 e não pede meu coração como preço. 

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Tentativa


Já tentou não amar enquanto pelo sentimento tem o peito preenchido ?
é mais miserável do que viver sem amor algum, 
o amor em alguns casos é o pior erro a ser cometido,
pois ele trabalha para nos matar sem esforço nenhum.

Quanto mais você alimenta uma ilusão mais dói se desfazer
mesmo que repetimos  uma mentira ela não se torna verdade,
já tentou fechar os olhos e ignorar o que esta a ver ?
parece que quanto mais esforço mais grita a realidade.

Já experimentou sentir tudo através de uma face indiferente ?
é o mesmo que respirar fundo e não conseguir soltar o ar, 
você parece bem, tudo parece ocorrer normalmente
mas no fundo sua garganta esta fechada e você esta a sufocar.

Quanto mais se tenta, mais parece que se regride
entretanto é inevitável não tentar ir atras de uma cura,
o que não se é capaz de encarar te oprime
entretanto as tentativas também trazem uma especie de loucura. 

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Morte e vida


Ontem eu acordei de um sonho onde estava morrendo,
não sei descrever que sentimento me tomou ao acordar, 
num momento de alívio eu pude jurar sentir meu sangue correndo,
por outro lado a realidade de estar viva também pareceu me assustar.

Na morte há culpa pelas coisas que não se fez,
entretanto na vida a julgamento e medo,
na morte enxergamos a vida como um instante, passando com tamanha rapidez
já em vida somos cegos, encaramos tudo como fardo pesado e mantemos segredos.

Queríamos em vida receber flores e ser honrados como na morte
queríamos na morte receber um último abraço de quem amávamos em vida
na morte sempre a alguém que se importe
assim como na vida sempre a alguém que nos desmotiva.

Na morte só existe fim, a rigidez de um corpo gelado
na vida entretanto todo dia pode significar um recomeço,
na morte estamos sozinhos sem ninguém ao lado,
 em vida sempre temos companhia, recebemos apreço. 

Ontem eu sonhei que havia morrido
o sonho acabou me levando a varias ponderações,
depois de refletir fiquei emocionada por ainda não ter partido,
pois ainda tinha muito amor  em minha vida,assim como para problemas soluções.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel







domingo, 11 de novembro de 2018

Sofrimento romantizado


Todo mundo já romantizou um sofrimento
e quem o fez o fez provavelmente ainda fará,
não é saudável e mais parece uma prolongação do tormento,
entretanto estamos nessa vida também para errar.

Não se apegue apenas apague, esqueça
não problematize só porque não parece simples pra você
os românticos desejavam a morte porque perderam a cabeça, 
não fique vivendo do passado, isso não é viver.

Pare de procurar beleza na dor, isso não existe
é bonito nos livros, mas na vida real não faz bem
de a si mesmo seu luto, chore e fique triste
mas lembre-se que sua felicidade nasce consigo e não em alguém

Sofrimento romantizado ainda leva consigo a amargura.
de modo que é melhor seguir em frente do que se enganar,
viva o romance em sua autenticidade, sua forma pura 
entregue-se somente ao que lhe preencher o peito e paz ofertar.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Querer e não querer


Eu não quero ser seu sonho,
sonhos são idealizações e isso eu não quero ser,
pois não quero que em mim jogue expectativas,isso é medonho,
só quero que me aceite depois de me conhecer.

Não quero ser sua cura, quero te apoiar
ninguém salva ninguém apenas auxilia,
talvez essa seja uma das formas  mais verdadeiras de amar,
 ter um ombro amigo faz toda diferença no final do dia.

Não quero ser lembrada numa data, mas sim em sua memoria
quero que veja algo aleatório ou escute uma musica e pense em mim,
quero ser a recordação que te faz rir no meio de uma historia,
aquela que mesmo distante te alivie num dia ruim.

Não quero  que abra mão da sua felicidade para me ver feliz
não é dessa forma que o amor deve agir, 
isso é egoísmo algo  que com o amor e o respeito não condiz, 
me inclua em suas decisões para que nós dois possamos sorrir.

Não quero que seja corajoso o tempo todo,
tudo bem ter medo, desde que nos seus braços eu me sinta segura,
isso mostra que é humano e que não é louco,
as vezes tudo quero é descansar ouvindo a sua voz, derramando ternura.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel


domingo, 4 de novembro de 2018

Depois de você (Anestésicos)


Depois de você eu comecei a fumar
o cigarro encobre o seu perfume que permanece em mim,
as pessoas me olham julgando, dizendo que estou a me matar
entretanto eu vejo como um jeito indolor de alcançar o fim.

Depois de você eu comecei a beber
a bebida forte tentando apagar o seu gosto,
diziam que por ela eu também iria morrer,
mas ela me fazia bem, enquanto por umas horas esquecia seu rosto.

Depois de você eu comecei com as pilulas e remédios
eles me ajudam a esquecer a dor da sua partida,
muitas vezes eu perco a noção de tempo no tédio,
mas ainda me sinto melhor do que com a realidade da vida.

Depois de ti por vários vícios eu fui me corrompendo
mas nenhum forte o suficiente para aplacar meu vicio por você,
pois mesmo com todos eles eu continuo sofrendo,
eles não são nada  comparados a morte em vida que você me faz viver.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Coisas que todo mundo faz




Todo mundo já chorou baixinho para não ter que dar explicação
ouviu uma musica porque ela falava como estava se sentindo,
escolheu algo racionalmente e não deu espaço a emoção,
preferiu uma desculpa confortável, quando sabia que estavam mentindo.

Dizer que esta bem até na pior situação virou rotineiro
assim como desejar felicidades em algum momento foi apenas da boca pra fora,
todo mundo já mentiu para ficar sozinho, nem que fosse por um minuto inteiro
pois qualquer um em algum  ponto quis pegar suas coisas e ir embora.

E quem nunca evitou ir a algum lugar  por uma lembrança ou alguém ?
qualquer um já engoliu sorrindo algo que não gostou,
todo mundo já ignorou um discurso que era para o seu bem,
não houve homem que passou pela terra e não pecou.



Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Criatura tóxica


Eu não tenho o coração partido, tenho a alma fragmentada
minha dor não se resume em uma pessoa, não consigo fazer de alguém um lar
tenho em mim pequenas dores que deixei acumuladas 
as quais com o tempo foram se deteriorando até me estragar.

Tenho vergonha da pessoa que acabei me tornando
entretanto não sei se seria capaz de mudar de alguma forma o que sou,
eu acabei como o pesadelo das pessoas que fui cruzando,
não por escolha própria, mas foi um papel que a mim acentuou.

Que o amor existe é um fato, contudo não se aplica a mim,
sou egoísta na mesma medida que ele é generoso, 
coleciono arrependimentos assim como flores pertencem a um jardim,
eu posso ter bondade, mas acima disso tenho um coração orgulhoso.

Fui machucada quase na mesma medida que machuquei
isso não me faz vítima ou vilã, mas talvez uma criatura tóxica,  
pois não pude me converter a algo melhor mesmo depois do que lamentei,
não consegui me livrar dessa prática maldita. 

Eu não tenho o coração partido, tenho a alma fragmentada
pedaços os quais hoje é impossível transformar num todo, 
os olhos que sorriem sem que dor seja diagnosticada, 
um coração que mais parece um incômodo. 


Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

É você


Se o prazer tivesse forma essa seria seu corpo
se para o céu o caminho é reto, você surgiu como o torto
você não quer ser o sonho de alguém apenas a realidade
com você é o agora, não se espera a felicidade.

E se o pecado tivesse uma definição creio que seu nome seria proferido
você é o gatilho que deixa o inferno divertido,
uma armadilha , uma droga feita sobre medida
a causa pela qual minha sanidade esta de partida.

E eu olho em seus olhos a cor é o que eu chamaria de cicatriz
neles eu vejo dor mas também que é feliz ,
pois o que são cicatrizes se não marcas de um aprendizado
que dela podemos ser forte apesar do que foi o passado.

E se o ápice tivesse um gosto esse seria o seu
um demônio que sobre a face de um anjo se escondeu,
tão doce e fatal , uma beleza genuína
veneno e cura , um mistério que fascina.

E se a alguém o meu coração pertence esse é você
que me prende ao mesmo tempo que me faço rendida,
que esta comigo mesmo depois do meu intimo conhecer,
que cometeu pecados, nas nunca temeu a vida.


Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

Retirado do baú 2016



sábado, 20 de outubro de 2018

Livre para o fim


Eu sou cheia de erros, muitos dele você não entende
mas como poderia eu não sou de me explicar 
é difícil até pra mim compreende-los,
 então eu prefiro as respostas abafar.

Talvez medos não sejam necessariamente falhas
mas te prender a mim é te envolver neles,
o medo é algo que se espalha,
e eu não quero você sentindo o que ele impele. 

Desculpe não ser corajosa por você, por nós
eu não consigo ser nem mesmo por mim,
eu sei que você se ressente quando estamos a sós,
então estou te deixando livre para o fim.

Eu gosto de você, mas não podemos mais arrastar isso
não é justo, tão pouco sensato para o seu bem,
inseguranças são uma especie de crime omisso,
e as minhas me impedem de ir além.

Autora:Samanta Aparecida Zubinha Maciel

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Pequenas verdades


Amar não é difícil, difícil são as pessoas
estar junto não é complicado, é tudo questão de vontade
a verdade é melhor até quando magoa,
são necessário dois para haver reciprocidade.

O medo nada mais é que o receio da perda
e a consciência é o que de fato nos condena,
ficamos apreensivos mesmo escolhendo a resposta certa,
preenchemos nossa vida de vícios para que pareça mais amena. 

Tempo não cura, abre espaço para que doa menos
viver não é apenas respirar, é um desejo
todos temos uma batalha a qual sobrevivemos,
assim como uma certeza da qual dos arrependemos. 


Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

A primeira vez que te vi feliz


Eu queria correr até perder o fôlego
queria sentir qualquer outra dor que assistir você,
queria afundar meu corpo na cama e sentir algum conforto,
queria lembrar meu coração de por você não bater.

Eu menti que esqueci seu aniversario
fugi dos seus olhos como o diabo foge da cruz,
apaguei aquele meu sorriso diário,
fui procurar um lugar longe da sua luz.

Não consegui focar na música dos meus fones
não consegui focar nas palavras da minha leitura,
não consegui esquecer a pronúncia do seu nome,
me sinto louca e tola por essa postura.

É a primeira vez que sei que esta feliz sem mim
é a primeira que o vejo falar de alguém e isso me magoa,
pois é como se eu estivesse te dando uma segunda morte, um fim
e pra te ver feliz  tenho que seguir a razão por mais que ela doa. 

Autora: Samanta  Zubinha 

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O mais próximo que eu cheguei de amar



O mais próximo que eu cheguei de amar foi com você
não que eu entenda essas coisas, mas com você foi diferente,
nunca admiti minha necessidade e querer,
mas na tua ausência a saudade crescia, mesmo que latente.

Brinquei com muitos sentimentos
talvez em algum ponto eu possa ter brincado com os seus,
contudo foi você quem me deu momentos,
foi você que no fundo me conheceu.

Nunca disse eu te amo, nunca fui de ninguém
mas experimentei contigo algo que não havia imaginado,
é possível que você tenha me ensinado que ter alguém do lado faz bem,
e infelizmente eu te ensinei a ser machucado.

O mais próximo que eu cheguei de amar foi com você
e mesmo assim fiz tudo errado, 
talvez por ser jovem, talvez por não conhecer o amor
mas em resumo eu só pensei ser amor quando não te tinha mais ao meu lado.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Vestígios


Você tem raiva porque não estamos mais juntos
e eu odeio como as coisas foram resolvidas 
passamos um pelo outro, mas ninguém toca no assunto
no fundo só as duvidas são acrescidas.

Eu não sei no que mais acreditar
eu rebobino tudo atrás de onde nos arruinamos,
antes eu tinha raiva e só queria chorar
hoje eu só quero saber porque nos sabotamos. 

Mas você não tenta entender suas próprias escolhas
você aponta pra mim e nós apenas discutimos,
parece que as vezes você vive numa bolha,
não foi por falta de amor, mas sim de comunicação que não resistimos.

As vezes eu ainda sinto o impulso de correr até você
mas, eu controlo pois não aguentaria me machucar de novo,
estou ainda me recuperando do que foi te conhecer 
estou dando pequenos passos, mas já me movo.

Eu ainda posso sorrir pra você, isso é algo  que ainda não me nego
entretanto tento não mais me iludir com um futuro,
talvez haja sentimentos que eu ainda carrego,
no entanto eles serão esquecidos, uma lembrança do que um dia foi puro.

Autora : Samanta  Zubinha   

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Desconforto


Eu não entendo seu desgosto por mim,
você me empurrou até onde estou,
me explique por favor porque me olha assim,
eu não entendo esse sentimento se nunca me amou.

Outro dia e nós no mesmo cenário
as mesmas situações todas feitas de um jeito diferente,
 o seu desconforto comigo não é imaginário,
qual intenção disso tudo ? Me deixar doente ?

Na sua presença existe ausência
e na sua ausência algo que eu não sei definir,
não da pra entender sua a insistência,
por que você manda embora o que não quer ver partir ?

Incomodo de um jeito que não compreendo
ou talvez você sinta além da compreensão,
é difícil interpretar o que estamos vivendo,
mas tudo é desconfortável quando se trata de emoção. 

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Como um poeta



Você entende os poetas, admira cada linha
tem seus versos decorados e até autor favorito,
gosta de diversidade, sua estante maior que a minha
tem um gosto apurado, nasceu com Drummond embutido.

Você escreve como um poeta, mesmo desajeitado
improvisa e consegue transmitir emoção,
é estranho, pois por fora todos pensam em você como fechado
porém acho que esse é seu jeito de trabalhar a própria confusão.

Você me inspira como um poeta, a viver mais intensamente
e a abraçar o mundo, ao mesmo tempo que abraço um corpo,
como se o mundo fosse representado dentro daquele abraço quente,
você me faz acreditar que o sentimentalismo não esta morto. 

Mas infelizmente, você não sabe amar como um poeta
não sabe como fazer o medo se transformar em segurança
seus sentimentos tem a mesma duração que a passagem de um cometa,
por isso não é capaz de ficar, por isso esta em constante mudança.


Autora : Samanta  Zubinha 











sábado, 1 de setembro de 2018

Você que esta ao lado dele





Ele gosta de músicas antigas, que nem todo mundo escuta
exibe Engenheiros com uma  clara preferência
às vezes pode passar horas com Nirvana em uma paz absoluta,
outras vezes toca Raul e diz que a humanidade perdeu sua essência.

Ele bebe o café sem açúcar e isso é deveras importante
eu torci o nariz e tentei, mas nunca consegui me acostumar
como um viciado sua dose é sempre gigante,
o amargo não lhe incomoda, tudo que é forte ele parece gostar.

Ele sempre vai citar um filósofo em uma conversa
parece ensaiado, mas é algo que ele faz sem perceber
apaixonado pela vida tudo de algum modo o interessa,
apesar das minhas inúmeras investidas nunca consegui em um debate o vencer.

Ele fica rubro com facilidade, seja por risada ou constrangimento
não que seja tímido, é automático sempre acontece,
a lista de livros é algo que também só se vê crescendo,
ler antes de dormir é um hábito que permanece.

Ele não sabe o que seu perfume faz ou como fica bonito sorrindo
talvez porquê não se de conta do quanto é maravilhoso,
você não vai vê-lo com facilidade se abrindo,
só digo para você que esta ao lado dele — Cuide dele é muito precioso.


Autora : Samanta  Zubinha 

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Ele goza


Ele goza da vida, desfruta cada nuance
como se a existência fosse um copo no meio do caminho
ele se entrega como se o próximo gole estivesse distante,
entretanto logo bebe a garrafa sozinho.

Ele goza em mim num impulso profundo
me preenchendo do seu enorme vazio,
eu o sinto dentro,mas isso não significa fundo
sempre que eu acordo o lado direito da cama esta frio.

Ele goza de mim quando não me leva a serio
quando diz que não existe amor, apenas diversão
ele elogia meu corpo macio evidenciando seu coração estéril,
ele engana meus sentimentos apenas por seu próprio tesão.

E depois que ele goza eu sinto o egoísmo do seu prazer
prazer este que eu não sinto no fim,
quero desfrutar , mas com ele é impossível fazer,
pois o que é clímax pra ele não é o suficiente pra mim.


Autora:Samanta Aparecida Zubinha Maciel

Hesitar


Desculpe eu não pude ser honesta contigo
você queria uma resposta que naquele momento não pude conceber ,
eu não fui nem mesmo honesta comigo
quando as palavras saíram pra te responder.

Como eu pude hesitar ? Como pude omitir?
você só queria saber o que se passava de verdade
mas só o que fiz foi ocultar e  sorrir
talvez protege-lo dos meus sentimentos tenha sido maldade.

E agora o que faço com a culpa que assombra minha mente?
poderia ainda me amar mesmo depois do abandono?
eu queria Deus ao meu lado, queria saber o que meu amor sente
hoje eu estou sozinha, a consciência tirando o sono.

Você foi doce, mas de suas palavras eu não era merecedora
no fundo eu tinha um medo,  algo que você não sabia
você tinha sua aura toda gentil e acolhedora
mas eu temia arriscar e acabar com o que já existia.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

Ps: Retirado do baú  de 2016

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Gabriel


Acorde Gabriel, abra os olhos para verdade
nas palavras de amor dela não havia veracidade, 
o sentimento só viveu em um, mesmo que a relação fosse a dois
vai doer agora que ferida esta aberta, mas isso passa depois.

Gabriel esqueça daquele veneno , a mentira estendida sobre sua cama
não existe sentimento, a maldade da vida é que ninguém mais se ama
chore se assim se quiser , todos temos momentos que precisamos deixar fluir
isso não é fraqueza  apenas estamos deixando a raiva partir.

 Reconheça a dor, não a desmereça   
ela é necessária para nos esclarecer a cabeça,
quando compreendemos do que são formadas as ilusões
isso evita o sofrimento e também muitas paixões.

 Apague as lembranças, livre-se de qualquer pensamento
acredite Gabriel tem coisas que ficam melhor no esquecimento
 não confunda o amor  é apenas um jogo cruel
e no fim você descobre que tudo que fez foi interpretar um papel.

Aprenda o mundo não é um lugar gentil
ele destrói tudo que é puro com um único sopro vil ,
ela te empregou um sentimento que você não podia manter sozinho,
encontramos muitos amores efêmeros em nosso caminho.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

PS: Retirado do fundo do baú 2015

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Adorno


Eu me doei tanto que não sobrou nada de mim
apenas uma carcaça com um sorriso esculpido,
deixei que tomassem tudo, até que cheguei ao fim,
todo esse momento  fui chamado de amigo.

Me doando acabei me perdendo
tirei de mim o que nunca vou ter de volta,
enquanto eu fazia os outros felizes eu estava morrendo
talvez não precisasse ser desse jeito,  mas agora já não importa.

Não tendo mais a mim,não tenho mais ninguém
nem toda entrega obtém um retorno,  
fiz o que fiz apenas pensando no bem,
não percebi que na vida eu me transformei num adorno.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel 

Martírio


Se você não quer ficar, me permita ir embora 
pois eu não quero continuar sofrendo uma solidão acompanhada,
de que adianta uma presença que não me é acolhedora  ?
como pode funcionar um amor que não me faz amada ?

Caminhamos juntos entretanto isso me confunde
pois eu já não sei dizer para onde estamos indo,
sinto raiva pois a minha cabeça funde ,
e sinto algo dentro de mim se extinguindo. 

Me de uma luz de resposta, pois mais estranho que partir é permanecer
eu deixei de entender de algum modo o nosso convívio,
 as vezes você diz coisas que me magoam mesmo sem querer,
de que vale amar seu martírio ?


Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel 

Humano


Culpados somos por atitudes desesperadas ?
devemos ver como  isso egoísmo ou falta de consciência ?
como explicar que os erros foram todos pela pessoa amada ?
como explicar o amor na era da decadência ?

As estrelas nos olham assim como as olhamos,
quando as vemos pensamos em sorte,
será que quando nos vêem elas pensam em azar ?
são elas capazes de ver os problemas que atravessamos ?
como elas recolhem com seu brilho nosso pesar ?

Por que mais ninguém se sacrifica por amor ?
e por que mesmo amando evitamos dizer Eu te Amo ?
estranhamos o afeto por estarmos tão habituados a dor ,
ou o medo é o sentimento mais humano ?


Autora:Samanta Aparecida Zubinha Maciel    

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Excesso de pensamentos


Que controle eu tenho sobre minha felicidade se tudo me afeta?
que escolhas eu tenho sobre aquilo que não controlo ?
como de um mundo tão ambíguo esperar uma resposta direta ?
como explicar ao surdo a melodia que cantarolo ?

Como podemos sentir a falta de um momento que nunca aconteceu ?
como deixamos ir aquilo que desejamos manter ?
como enterrar o que não morreu ?
como expressar o que nem as palavras podem  dizer ?

O que fazer com o excesso de pensamentos em minha cabeça ?
para onde vão os sentimentos quando paramos de sentir ?
o que motiva a terra para que ela em movimento contante permaneça ?
como podemos esperar aquilo que temos medo de transmitir ?


Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel 

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Permitir


Você não merece aceitar menos do que oferece
não é justo para ninguém se submeter e esse tipo de tratamento,
no final é algo que apenas nos adoece,
não perda tempo da sua vida, apenas por um momento.

Você não deveria mudar quem é apenas para satisfazer outro alguém,
a vida é apenas sua então escolha você a melhor maneira de viver,
os únicos sonhos que devemos manter são os nossos e de mais ninguém,
por  que viver se não para nos satisfazer ?

Você não precisa acreditar no que outros dizem,
confiança não é algo de imediato, é necessário a conquista
não existe essa coisa de vai e vem,
nem tudo é como aparenta  a primeira vista.

Você não tem um tempo limite para realizar sua vida
você faz  seu próprio tempo, cria seu limites 
tudo é complicado, mas impossível apenas para quem duvida,
a felicidade só é encontrada por quem a ela se permite. 


Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel




quarta-feira, 11 de julho de 2018

Se você soubesse


Se você soubesse tudo que escrevi pra você  me acharia patética ?
as vezes eu mesma me acho por escrever, 
realizar declarações não é bem minha estratégia, 
entretanto eu também não me sentiria confortável de você me ler. 

Então eu penso "E se ele descobrisse tudo que apaguei?"
todas as frases que comecei e não fui capaz de terminar,
talvez pelo silêncio pequei,
mas se você  soubesse eu não sei com que cara voltaria a te olhar. 

Como seria se soubesse os sonhos que desencadeou ?
as noites que esteve comigo mesmo não estando presente, 
você foi a causa pela qual minha cabeça descansou, 
embora o coração batesse freneticamente.  

Se soubesse tudo que eu calo todos os dias, 
o que só arrisco mostrar quando ninguém está olhando, 
talvez você reconhecesse que olho com alegria, 
talvez você me escutasse quando não estou falando.  

Mas você não sabe de nada disso
segue sua vida e eu sigo desse meu jeito,  
talvez seja loucura tudo isso,
 entretanto nenhum amor é  perfeito.  

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel 

Bêbada ( Confissão errada )


Esqueça tudo que eu te disse ontem sobre amor e essas baboseiras
esqueça da forma como o meu corpo tocou o seu,
eu estava completamente fora de mim de qualquer maneira,
finja apenas que tudo foi um engano e que nada aconteceu.

Pessoas bêbadas cometem equívocos para depois se arrepender,
e não é apenas o excesso de álcool que nos permite esse estado desequilibrado, 
o excesso de qualquer coisa no peito pode nos comprometer,
minha cabeça teve apenas um pequeno desajuste quando ontem voltou no passado.

Mas eu não preciso passar por isso, não preciso sofrer de novo
pra que resgatar uma dor se eu posso seguir em frente?
querer voltar ao pregresso é um desejo comum do povo, 
entretanto é um erro querer remar contra a corrente.

Não encontrarei com teu olhar, nem você encontrara o meu
falaremos com pessoas diferentes aquele nosso assunto favorito,
eu serei como aquele livro que você nunca leu,
a noite de ontem nunca tendo existido.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel




quarta-feira, 4 de julho de 2018

Robbie




Robbie não tinha fé em nada, não acreditava em Deus
uma vez foi a igreja, mas o padre e suas historias não o convenceu,
ele viu uma beata passar por um mendigo sem dizer "bom dia" ou "adeus"
então ele jogou uma moeda para o homem e disse convicto ser ateu.

Ele dirigiu para encontrar sua garota do outro lado da cidade
infelizmente esse não foi um dia feliz pois, ela terminou com ele e escolheu o dinheiro,
Robbie tentou avisar que as luzes da fama queimavam, que o tempo mostraria verdade,
não demorou muito e ele a encontrou morta, uma garrafa de álcool como companheiro.

Bebia com se tivesse o figado de Prometeu e ria com os amigos
o único medo que tinha na vida era o medo de não viver,
quem visse Robbie tocando na garagem não podia imagina-lo com inimigos,
a formula para seguir em frente era não ter receio do que ainda vai acontecer.

Conheceu  um dia Elaine, ela apareceu e disse que tinha o amor como religião
Robbie a achou hippie, estranha e totalmente apaixonante
viajaram tanto um no outro mais do que em qualquer estrada,
e quem diria que o amor foi melhor para Robbie que qualquer droga alucinante.

A vida não tem linha de chegada indicando vitória
Robbie podia não entender o mundo, mas ele de fato se entendia
e enquanto pudesse se surpreender com a vida consideraria uma glória,
no fundo cada um tem suas batalhas e uma forma de escrever sua história.


Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel


Tóxico (Sujeira)


Eu odeio a forma que você escolheu para me amar
e mais que isso eu me odeio por te manter por perto,
o amor é como um vício, não é uma escolha parar
manter um sentimento nem sempre é o correto.

Meu corpo me trai com você
e você me trai com o seu mundo,
eu sou uma variante sem nenhum porquê,
um pedaço de carne que te envolve profundo.

Eu te amo assim como um suicida a veneno
por mais que me destrua eu sempre te tenho voltando,
por algumas horas eu tenho um sentimento pleno,
mas na maior parte me sinto naufragando.

Você fala que  gosta de mim, mas não é isso que escuto
talvez porque eu escute melhor o que você nunca diz,
eu queria quebrar essa distância, mas não discuto
meus pecados em maioria são pelo que nunca fiz.

Essa é a única maneira de amar que você conhece
deste modo eu aceito o que você oferece, 
sou vitima de mim mesma por viver desta maneira,
transformei o amor na minha sujeira.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Ágape



O que sinto é um sentimento mais elevado
não consigo explicar, tão pouco sei como defini-lo, 
é um afeto e ao mesmo tempo um querer desinteressado, 
tem  a capacidade de me deixar tranquilo.

Tão puro e sincero, assim como incondicional
é eterno mesmo que meu corpo não seja, 
tem a caridade e amizade como essência vital,
 e se eleva, numa plenitude que muitos apenas almejam.

Prezado, no mais sublime pedestal se encontra
leal , mesmo que se tratando de um sentimento
singelo mesmo que o mundo não se de conta,
alimentado pelas areias do tempo.


Autora:Samanta Aparecida Zubinha Maciel.

domingo, 13 de maio de 2018

Salgueiro-chorão


Salgueiro-chorão eu sei que testemunhou nossa conversa
escutou quando ele disse com lágrimas nos olhos que iria embora,
assistiu eu lhe dando felicidades numa atitude controversa,
e chorando logo depois, pela grande impostora que eu era. 

Mas que poderíamos fazer se não havia uma outra opção  ?
eu não poderia pedir que ele desistisse de tudo por mim, 
não é assim que o amor deveria ser, é errada essa concepção
pedi que ele abraçasse seu sonhos, enquanto aos meus dava um fim. 

Ah salgueiro! Eu nunca esquecerei , todo sentimento que veio com ele 
como se eu fosse de novo uma criança aprendendo como colorir,
acho que para sempre me sentirei como uma parte dele,
e eu espero que ele encontre conforto para pensar em mim e ainda sorrir.

Poucas pessoas sabem mas, o amor não é algo que se possa escolher
é algo cru, que só é possível sentir quando amamos, 
saber que minha paixão era correspondida só piora meu padecer,
pois recorda que apesar da paixão nos afastamos.

Salgueiro-chorão, único espectador da minha pequena- grande tragédia, 
junto as lágrimas derramas ontem sob suas raízes enterrei parte do meu coração, 
então num ultimo pedido e desabafo cuide dele em sua estadia, 
sei que esta quebrado mas, não sei lidar sozinha com tamanha emoção.

Autora:Samanta Aparecida Zubinha Maciel 

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Disposto a perder


Aquilo pelo que você não esta disposto a lutar, esta disposto a perder
conformismo é apenas uma desculpa pra falta de atitude,
quando se quer realmente algo, se esforça pra merecer,
pois só assim é possível que alguma coisa mude.

Não existe destino, apenas quem não faz algo por si mesmo
predestinação é balela, o futuro é algo que criamos
podemos hesitar com o que não conhecemos,
mas felicidade não é algo achado e sim que buscamos.

Não agir  também é um tipo de ação, uma escolha
já coragem é empenhar-se pelo que não pode ser abandonado
a inercia nos prende onde estamos, nos coloca numa bolha
entretanto a ousadia nos apresenta um mundo mais apaixonado.


Autora :Samanta Aparecida Zubinha Maciel 



quarta-feira, 9 de maio de 2018

Tentando me explicar


Para me explicar não precisa muito só um dicionário
sou sinônimo de  difícil , complicada, obscura, complexa
nunca encontrei alguém que dissesse o contrario,
porém acho que se encontrasse ficaria perplexa. 

Antônimo de normal, eu não me encaixo em nenhum lugar  
não me sinto a vontade onde estou e finjo a maior parte do tempo,
tenho tantos medos que se fosse sã não poderia suportar,
eu entendi a vida e ela é cheia de destempos. 

Não sou de infringir , infligir faz mais o meu feitio   
o parônimo é parecido, mas na realidade tem diferença 
não quebro regras e me machuco, eu já nasci com um vazio
tento tomar boas ações sobre mim, mas parece que me condeno uma sentença.

E como se tudo não fosse confuso eu amo o meu homônimo
ou seja somos semelhantes ao mesmo tempo que opostos, 
a momentos que tento matá-lo em outras o animo,
sendo verdadeira nem sei explicar porquê o amo, simplesmente gosto.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel  




sexta-feira, 30 de março de 2018

Seria a saudade a desgraça humana ?


Seria a saudade a desgraça humana ?
ter como fim aquilo que se ama e não pode ter,
induzir a nossa mente a condição mais insana,
apenas para da emoção mais tarde perecer.

Eu já ouvi que paixão tem como raiz a dor
e quando digo isso não é apenas etimologia ,
todos sabemos que é um sentimento avassalador,
que nos consome mais que o corpo e que qualquer energia.

Tudo que foge ao nosso controle é tão puro
que por isso sonhos são mensagens inconscientes,
esperamos não haver luz para admitir o medo do escuro
esperamos até fechar os olhos para admitir as coisas pra gente.  

Autora :Samanta Aparecida Zubinha Maciel 

quinta-feira, 29 de março de 2018

O azul dele



Quando eu o conheci ainda não sabia o que era amor
não entendia essas borboletas de que falavam,
para mim talvez tudo passasse de apenas um mito ou rumor
mas para entender a vida eu tinha que entender a emoção que todos buscavam.

Eu pesquisei e falhei miseravelmente em minha intensão

"Não se pode entender sentimentos através de livros" disse ele rindo,
e eu não pude discordar de seus fatos, pois ele me fez abortar a missão
saindo de casa com ele senti que um novo mundo estava se abrindo.

Ouve então festas em que ele me ensinou a beber

e momentos em que tudo que fazia era minhas duvidas escutar,
sentados num tapete velho as vezes nem tínhamos o que debater
mas ouvir o silencio do outro não é algo que pensávamos incomodar.

Eu o reconfortava, ele não recorria mais ao desespero

afagando os fios grossos e sedosos eu lhe trazia a calma, 
era estranho mais em algum momento tudo evoluiu para além do zelo
cuidar um do outro dava paz as necessidades de nossa alma.

Sinceramente eu não fazia ideia do que eram sentimentos antes dele

porém eu entendi que o que quer que fosse o amor ele era azul,
pois tudo que eu devia sentir com o amor sentia  olhando nos olhos dele,
por aqueles olhos o seguiria,  como o meu norte e  sul.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel






sexta-feira, 23 de março de 2018

Não foi uma confissão


O cheiro do quarto é forte evidenciando nossa atividade
entretanto estamos familiarizados, não a nenhuma anormalidade
mais uma vez estamos com as pernas entrelaçadas numa noite escura
aliviando desejos sem um pingo de compostura.

Só a silencio enquanto minhas mãos afagam sua cabeça
e de olhos fechados você suspira para evitar que o medo transpareça,
eu puxo os lençóis não por vergonha, mas sim tranquilizar 
quero que se sinta seguro apesar do que esta a pensar.

Olhando o teto manchado eu mesma paro para pensar em meus atos
em como meu discurso contradiz todos os fatos,
você ergue o olhar e sei o que fiz de errado,
só não sei dizer se isso te deixou triste ou apenas preocupado.

Eu te amo numa cama grita mais que qualquer gemido
então eu preferia ter te frustrado, em vez de ter proferido,
nós temos uma conexão, no entanto não é assim que funciona
casual significa que pela manhã alguém esta cama abandona. 

Então não se desespere isto não foi uma confissão
sem olhos assustados ou busca por roupas no chão,
pode ficar calmo foram  só palavras após um sexo gostoso,
todo mundo diz coisas sem nexo quando esta no meio do gozo.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel


terça-feira, 20 de março de 2018

O amor é um verme ( Tirano)


Seu amor é como um verme que parasita meu corpo
eu o alimento enquanto ele me derruba,
aos poucos eu sinto meu coração sendo morto,
e é tarde demais para impedir que para minha cabeça ele suba.

Agindo silenciosamente vai acabando com minhas defesas
e eu percebo que estou fraca, mas não peço ajuda
sendo sua hospedeira não a forma de sair ilesa,
não a nem mesmo um Deus que me acuda.

Verme maldito, me fez incapaz de uma incisão
de tão afetada a ideia do corte me machuca
sei que a dor é a trilha por permitir essa invasão,
entretanto coração não é algo que se educa.

Autora: Samanta Aparecida  Zubinha Maciel

terça-feira, 13 de março de 2018

Tchau


O amor que eu sinto por você não me faz bem
ele me torna outra coisa, outra pessoa
me impede falar e de ser alguém
eu não deveria me esforçar tanto apenas para me achar boa.

Não é saudável querer alguém desta maneira,
ninguém deve deixar de ser si mesmo em beneficio de outro,
todos valemos a pena, meus sentimentos não são uma besteira,
não esta certo me magoar , me contentando com tão pouco.

Estou me despedindo então desse amor tão desigual,
dessa coisa abusiva a qual eu aceitei por tanto tempo me submeter,
eu me amo, por isso esse tão sonoro tchau
eu vou aprender a superar e de algum modo esquecer.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

domingo, 11 de março de 2018

Por trás dos meus sinais


Não que eu seja arrogante, apenas não posso te olhar nos olhos
me deixa desconfortável mesmo que eu não entenda o motivo,
eu volto para o passado numa especie de atalho,
desculpe o clichê, mas o problema não é com você é comigo.

Se eu falo pouco não é porque sou esnobe ou me acho superior 
a ausência de traquejo social é algo que sempre fez parte de mim,
mas quando estou perto de você é pior, pois tudo se cala no meu interior
parece uma droga que paralisa e o silêncio é a única coisa que resta por fim. 

Pareço não me levar a sério em certas situações
porque essa é melhor forma de sair de confrontos que não sei lidar,
nunca fui uma pessoa boa em lidar com as próprias emoções,
mas você não entende, então pra você eu pareço apenas não me importar.

Eu me afasto de tudo que remotamente me da medo
não estou agindo egoísta e simplesmente te ignorando,
apenas estou mantendo seguro meu pequeno segredo, 
 que de algum modo na sua presença me sinto desmanchando.

Apesar disso tudo pelo canto do olho eu ainda consigo te ver sorrir 
e quase chega a ser engraçado alguém tão inteligente me ler tão errado,
por nenhuma evidência você foi capaz de descobrir,
mas talvez seja eu e essa mania de enviar sinais tão antiquados. 

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel