terça-feira, 27 de novembro de 2018

Morte e vida


Ontem eu acordei de um sonho onde estava morrendo,
não sei descrever que sentimento me tomou ao acordar, 
num momento de alívio eu pude jurar sentir meu sangue correndo,
por outro lado a realidade de estar viva também pareceu me assustar.

Na morte há culpa pelas coisas que não se fez,
entretanto na vida a julgamento e medo,
na morte enxergamos a vida como um instante, passando com tamanha rapidez
já em vida somos cegos, encaramos tudo como fardo pesado e mantemos segredos.

Queríamos em vida receber flores e ser honrados como na morte
queríamos na morte receber um último abraço de quem amávamos em vida
na morte sempre a alguém que se importe
assim como na vida sempre a alguém que nos desmotiva.

Na morte só existe fim, a rigidez de um corpo gelado
na vida entretanto todo dia pode significar um recomeço,
na morte estamos sozinhos sem ninguém ao lado,
 em vida sempre temos companhia, recebemos apreço. 

Ontem eu sonhei que havia morrido
o sonho acabou me levando a varias ponderações,
depois de refletir fiquei emocionada por ainda não ter partido,
pois ainda tinha muito amor  em minha vida,assim como para problemas soluções.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel







domingo, 11 de novembro de 2018

Sofrimento romantizado


Todo mundo já romantizou um sofrimento
e quem o fez o fez provavelmente ainda fará,
não é saudável e mais parece uma prolongação do tormento,
entretanto estamos nessa vida também para errar.

Não se apegue apenas apague, esqueça
não problematize só porque não parece simples pra você
os românticos desejavam a morte porque perderam a cabeça, 
não fique vivendo do passado, isso não é viver.

Pare de procurar beleza na dor, isso não existe
é bonito nos livros, mas na vida real não faz bem
de a si mesmo seu luto, chore e fique triste
mas lembre-se que sua felicidade nasce consigo e não em alguém

Sofrimento romantizado ainda leva consigo a amargura.
de modo que é melhor seguir em frente do que se enganar,
viva o romance em sua autenticidade, sua forma pura 
entregue-se somente ao que lhe preencher o peito e paz ofertar.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Querer e não querer


Eu não quero ser seu sonho,
sonhos são idealizações e isso eu não quero ser,
pois não quero que em mim jogue expectativas,isso é medonho,
só quero que me aceite depois de me conhecer.

Não quero ser sua cura, quero te apoiar
ninguém salva ninguém apenas auxilia,
talvez essa seja uma das formas  mais verdadeiras de amar,
 ter um ombro amigo faz toda diferença no final do dia.

Não quero ser lembrada numa data, mas sim em sua memoria
quero que veja algo aleatório ou escute uma musica e pense em mim,
quero ser a recordação que te faz rir no meio de uma historia,
aquela que mesmo distante te alivie num dia ruim.

Não quero  que abra mão da sua felicidade para me ver feliz
não é dessa forma que o amor deve agir, 
isso é egoísmo algo  que com o amor e o respeito não condiz, 
me inclua em suas decisões para que nós dois possamos sorrir.

Não quero que seja corajoso o tempo todo,
tudo bem ter medo, desde que nos seus braços eu me sinta segura,
isso mostra que é humano e que não é louco,
as vezes tudo quero é descansar ouvindo a sua voz, derramando ternura.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel


domingo, 4 de novembro de 2018

Depois de você (Anestésicos)


Depois de você eu comecei a fumar
o cigarro encobre o seu perfume que permanece em mim,
as pessoas me olham julgando, dizendo que estou a me matar
entretanto eu vejo como um jeito indolor de alcançar o fim.

Depois de você eu comecei a beber
a bebida forte tentando apagar o seu gosto,
diziam que por ela eu também iria morrer,
mas ela me fazia bem, enquanto por umas horas esquecia seu rosto.

Depois de você eu comecei com as pilulas e remédios
eles me ajudam a esquecer a dor da sua partida,
muitas vezes eu perco a noção de tempo no tédio,
mas ainda me sinto melhor do que com a realidade da vida.

Depois de ti por vários vícios eu fui me corrompendo
mas nenhum forte o suficiente para aplacar meu vicio por você,
pois mesmo com todos eles eu continuo sofrendo,
eles não são nada  comparados a morte em vida que você me faz viver.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Coisas que todo mundo faz




Todo mundo já chorou baixinho para não ter que dar explicação
ouviu uma musica porque ela falava como estava se sentindo,
escolheu algo racionalmente e não deu espaço a emoção,
preferiu uma desculpa confortável, quando sabia que estavam mentindo.

Dizer que esta bem até na pior situação virou rotineiro
assim como desejar felicidades em algum momento foi apenas da boca pra fora,
todo mundo já mentiu para ficar sozinho, nem que fosse por um minuto inteiro
pois qualquer um em algum  ponto quis pegar suas coisas e ir embora.

E quem nunca evitou ir a algum lugar  por uma lembrança ou alguém ?
qualquer um já engoliu sorrindo algo que não gostou,
todo mundo já ignorou um discurso que era para o seu bem,
não houve homem que passou pela terra e não pecou.



Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Criatura tóxica


Eu não tenho o coração partido, tenho a alma fragmentada
minha dor não se resume em uma pessoa, não consigo fazer de alguém um lar
tenho em mim pequenas dores que deixei acumuladas 
as quais com o tempo foram se deteriorando até me estragar.

Tenho vergonha da pessoa que acabei me tornando
entretanto não sei se seria capaz de mudar de alguma forma o que sou,
eu acabei como o pesadelo das pessoas que fui cruzando,
não por escolha própria, mas foi um papel que a mim acentuou.

Que o amor existe é um fato, contudo não se aplica a mim,
sou egoísta na mesma medida que ele é generoso, 
coleciono arrependimentos assim como flores pertencem a um jardim,
eu posso ter bondade, mas acima disso tenho um coração orgulhoso.

Fui machucada quase na mesma medida que machuquei
isso não me faz vítima ou vilã, mas talvez uma criatura tóxica,  
pois não pude me converter a algo melhor mesmo depois do que lamentei,
não consegui me livrar dessa prática maldita. 

Eu não tenho o coração partido, tenho a alma fragmentada
pedaços os quais hoje é impossível transformar num todo, 
os olhos que sorriem sem que dor seja diagnosticada, 
um coração que mais parece um incômodo. 


Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

É você


Se o prazer tivesse forma essa seria seu corpo
se para o céu o caminho é reto, você surgiu como o torto
você não quer ser o sonho de alguém apenas a realidade
com você é o agora, não se espera a felicidade.

E se o pecado tivesse uma definição creio que seu nome seria proferido
você é o gatilho que deixa o inferno divertido,
uma armadilha , uma droga feita sobre medida
a causa pela qual minha sanidade esta de partida.

E eu olho em seus olhos a cor é o que eu chamaria de cicatriz
neles eu vejo dor mas também que é feliz ,
pois o que são cicatrizes se não marcas de um aprendizado
que dela podemos ser forte apesar do que foi o passado.

E se o ápice tivesse um gosto esse seria o seu
um demônio que sobre a face de um anjo se escondeu,
tão doce e fatal , uma beleza genuína
veneno e cura , um mistério que fascina.

E se a alguém o meu coração pertence esse é você
que me prende ao mesmo tempo que me faço rendida,
que esta comigo mesmo depois do meu intimo conhecer,
que cometeu pecados, nas nunca temeu a vida.


Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

Retirado do baú 2016