domingo, 9 de agosto de 2015

Anjelique


Me perdi em seu rosto me agarrei ao seu encanto
a imaculada inocência  te cobria como um manto,
tão pura criatura caminhando com um medo incerto
me fez querer proteger e pela primeira vez estar por perto.

Eu sempre egoísta me vi  em um conflito não antes vivido 
querendo algo tão bom que a mim não devia ser oferecido,
Anjelique abriu os olhos e me estendeu a sua mão,
viu a criatura suja, mas enxergou além de uma simples visão.

Com a cruz de prata nas mãos faz suas preces singelas 
um belo sorriso nos lábios apagava minha dor e sequelas  
sua fé, seu amor , quanto mais conhecia mais se fazia necessário a ter
meu coração julga somente a tal beleza pertencer.

E eu olho para o lua e ela não me faz mais um mostro condenado
na sua presença agora me vejo como amante e dos pecados perdoado,
meu doce anjo, minha jovem Anjelique,  entre as rosas te encontro perdida
e enquanto sente o sopro da noite , se encontra sendo meu sopro de vida.

Me deixe dormir um pouco, quero continuar a senti-la em meu abraço
não ligue para o dia que surge e deixe continuar esse laço,
quando acordarmos seremos apenas eu e você presos sob o mesmo olhar
dois corpo e uma alma juntos no mesmo lugar.

Anjelique eu te amo, estou entregue como nunca antes
seu amor me apresentou a felicidade uma chance,
e desperto das sombras que estive posso enfim me sentir vivo
pois não conheço mais a solidão , tenho teu amor como abrigo.

 Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel

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