sexta-feira, 10 de junho de 2016

Destruição interior



Acordo, o peso que carrego me dizendo que seria melhor  os olhos não abrir
eu tenho medo do que minha vida esta se tornando 
eu queria correr , ter uma utopia para me esconder e fugir
mas em vez disso eu vejo meus sonhos rompendo de uma forma que nunca imaginei cair.

Para tudo que faço é dito que esta incorreto
as pessoas correm  num ritmo que não posso acompanhar
eu tento o que dizem ser para mim um bom trajeto
mas eu sinto que isto esta ao poucos a me sufocar.

E eu grito socorro, mas é  como se voz não saísse
cada apelo que eu suplico é como se não fosse capaz de ser escutado
meu rosto é o reflexo de uma alma triste, mas quem me olha é como se não me visse
sou o pássaro que para sua própria felicidade se encontra enclausurado.

Dias perdidos , numa liberdade figurada
tão distante dos vivos como se a existência estivesse morta
a cada passo é como som de correntes sendo arrastadas
não a desespero maior que estar preso e não ser capaz de enxergar a porta.

Não entendo nada direito, por que desse  jeito o mundo funciona ?
seguindo quem se é você sempre se transforma em decepção
sou como um objeto quebrado algo que simplesmente se abandona 
eu não sei como alguém ainda consegue viver nesse mundo se mantem um coração.

Quando você conhece bem do que esta se despedindo só torna tudo pior
eu queria poder me libertar,  mas as amarras que me prendem são fortes demais
não acredite na mentira que o tempo faz tudo melhor 
pois tempo nenhum dará ao seu coração conforto e paz.

Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel




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