Nós somos alguma coisa que não sei nomear
que fica entre o infinito e limite,
que causa estranhamento e uma sensação familiar
que parece faz de conta, no entanto existe.
Nós fizemos o fim,mas parece que continua
como a barragem que muda o caminho, mas não evita o curso
demos um rumo que a dor e o os problemas atenua
porém palavras bonitas não modificam um triste discurso.
Somos alguma coisa perdida e guardada no tempo
inconstantes que são constantes,
o compromisso mais importante que encontrou um contratempo,
aquilo que esta perto, mas que ao mesmo tempo se faz distante.
Somos a lembrança que espera o esquecimento
ao mesmo tempo que não pode se desfazer de nenhuma fotografia,
aquela emoção que não pode ser definida apenas por um sentimento,
alguma coisa que desperta o medo ao mesmo tempo que proporciona alegria.
Não procuramos fazer sentido mesmo sendo complicado
pois em realidade nossa razão faz moradia na loucura,
nosso universo intimo é algo que não da pra ser explicado,
tal como um pintura em abstrato que resgata afeto nos borrões de sua figura.
Alguma coisa em nós funciona fora do normal,
talvez seja por isso que não consigo definir como funcionamos,
sei que o relógio não quebrou, mas a situação é atemporal
sei que não estamos juntos ao mesmo tempo que nunca nos separamos.
Autora: Samanta Aparecida Zubinha Maciel

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