sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Carcereiro


A minha prisão como liberdade para ti funciona
cada vez que me calo mais percebo ser do seu agrado,
você sorri feliz de si mesmo e não percebe a forma como me decepciona,
cada vez fica mais difícil abrir os olhos e vê-lo ao meu lado.

O meu silêncio é preenchido por seu monologo de narciso,
de modo que a sua figura me causa uma profunda repulsa,
você insiste mas, não consegue ser o que eu preciso,
pois enquanto eu falo de carinho você só liga para o que entre suas pernas pulsa.

Não sou um ser inferior então por quê preciso de permissão ?
você dita como minha vida deve ser, até mesmo os meus gostos
cada vez que você tenta me proteger mais pesada eu sinto a sua mão,
a vergonha consiste em você, mas por quê sou eu que escondo meu rosto ?

Estou presa em mim, com você como algoz e "companheiro"
entretanto do silêncio eu já me vejo farta e cansada,
eu vim para este mundo para ter  um amor, não um carcereiro 
deixar você então é o primeiro passo para mostrar que por mim mesma sou amada.

Autora : Samanta Aparecida Zubinha Maciel


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