Pelas escrituras antigas eu só poderia caminhar nesse plano quando próximo do fim,
mas que mundo é esse que trata a vida de seus semelhantes com tanta frivolidade ?
eu estive em uma escola onde o sangue jovem se derramava no chão marfim,
onde uma bomba caiu sob os inocentes, mas se tornou normalizado pela sociedade.
Eu vejo um homem doente, uma mulher em histeria e uma criança suja
observo enquanto a mulher implora, pois, seu marido está fraco e sua criança desnutrida
mas ninguém lhe estende a mão, nem mesmo dão ouvidos ao seu pedido de ajuda
abracei aquela familia não pela minha vontade, mas quando pelo desespero ela se viu consumida.
A minha gadanha não assusta, tão pouco o trotar do meu cavalo baio
o que assusta é o espírito que se destrói em meio a falsas doutrinações,
não é necessária a espada, a fome ou peste, pois o homem é sua propria fera,
ele mesmo cria o rastro de morte e o leva as demais nações.
Sou a Morte o último cavaleiro do apocalipse, o descanso eterno
mas diferente das escrituras eu não venho para matar, mas para ver o corpo apodrecer
pois a humanidade já esta se matando, guiando a si mesma ao inferno,
eu posso ser a finalidade, mas é o homem que escolhe aquele que vai morrer.
Autora: Samanta Zubinha

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